Sábado, Abril 14, 2007

A Política do Etanol.

Já faz algum tempo que o Brasil revive a idéia do pró-álcool, mas é atual o interesse dos EUA em combustível renovável (ou “green fuel” como eles dizem), apesar de algumas experiências anteriores, mas pouco significativas com que os estados unidenses chamam de “light gas”; uma mistura que reduzia os custos. Contudo é interessante ver a grande mudança no cenário internacional de combustíveis, afinal o que ocorre é a vitória da política socialista energética cubana face à política de energia dos EUA, uma vez que as idéias do presidente Fidel Castro de produzir combustível a partir da cana de açúcar e do milho derrotou o modelo yankee de energia nuclear e petrolífera; ao menos no campo da política atual. Como os EUA não possuem boas relações com Cuba, eles foram obrigados a mandar seu presidente ao Brasil para ver nossa política sobre o uso do álcool. Foi se o tempo em que os Estados Unidos dizia que o presidente Fidel Castro tinha uma idéia sinistra de transformar comida em combustível.
O Etanol não é tão comum na Europa, todavia é um combustível complementar nos EUA representando 3,5% do consumo e agora sua produção está crescendo 25% ao ano, principalmente no meio leste onde novas refinarias surgem o tempo todo. Tudo isto pelo fato que os EUA dão subsídio a produção interna e penalizam a importação.
O governo norte americano percebeu que o etanol é a única política de energia alternativa com grande suporte político. Os fazendeiros dos EUA adoram esta idéia porque isto produz uma nova fonte de subsidio. Alguns políticos acham que esta será a saída para a dependência de combustível que levou os EUA a invadir o Iraque, além de o subsídio ser uma boa maneira de agradar alguns grupos de eleitores. A indústria automotiva apóia tudo, pois a mudança de combustível nos carros pode fazer com que elas deixem de ser consideradas como um problema de poluição em face do aquecimento global. As empresas químicas adoram a idéia de uma nova fatia do mercado. Com a implementação desta política energética nos EUA só quem perderá é o contribuinte visto que tudo deve ser subsidiado.